Brasileiro cria teste que detecta azeite adulterado em minutos

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO
Cientistas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) conseguiram o que nem os cozinheiros mais refinados são capazes de fazer: identificar adulterações mínimas no azeite de oliva.
Sua variante mais nobre, o extravirgem, é alvo constante de falsificações. As mais grosseiras, que misturam óleos completamente diferentes, como os de soja e canola, são facilmente identificáveis, inclusive pelo paladar. Já as que envolvem azeites de oliva menos valorizados são mais desafiadoras.
Até agora, o teste mais comum para identificar as fraudes era complexo e levava pelo menos uma hora para chegar ao resultado. Além da demora, ele também não conseguia detectar quando a adulteração era sutil, de poucos mililitros.
Os amantes da boa cozinha, porém, ganharam novos reforços. Rodinei Augusti, professor de química da UFMG, desenvolveu um método cujo resultado sai em torno de dois minutos.
Em testes feitos em laboratório, com fraudes provocadas pela própria equipe, eles identificaram até as adulterações mais sutis, de menos de 1% do volume do óleo.
“Mesmo sendo variações da mesma matéria-prima, há diferenças entre as moléculas que caracterizam os tipos de azeite, os ésteres de cadeia longa [moléculas orgânicas complexas]”, explica Augusti, que afirma que a motivação para o teste não foi nenhum desastre culinário.

Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/899952-brasileiro-cria-teste-que-detecta-azeite-adulterado-em-minutos.shtml
08/04/2011 –

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por JKPG Postado em Post

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